3, 2, 1 Partida!

Atenção, concentração e emoção ao rubro.

A adrenalina, também designada por epinefrina, é uma hormona produzida pelas glândulas suprarrenais, é libertada na corrente sanguínea, atua sobre o sistema cardiovascular e respiratório e tem como principal função manter o corpo em estado de alerta e com capacidade de reação imediata.

A sensação de um coração que bate mais forte, o sangue que corre apressadamente nas veias, uma respiração acelerada que se faz sentir e ouvir e o suor que invade e transborda todos os poros, são necessidades daqueles que desafiam o medo, que carecem de sentir uma ameaça eminente que lhes eleva as emoções e sensações a um nível estimulante, parecendo por vezes que lhes transmite sensações contraditórias.

“O cockpit de um carro de corrida é o lugar mais relaxante do mundo” Emerson Fittipaldi

Qual é o papel da adrenalina nestas situações?

Perante uma situação de risco, perigo, stress, excitação ou medo ocorre um estímulo da produção desta hormona que vai promover um aumento da pressão sanguínea, dos batimentos cardíacos e da respiração, sucedendo-se também um aumento da circulação de oxigénio e glicose no organismo. Estas alterações surgem como âncora, despoletam a estimulação corporal que inica efeitos de reação, estados de alerta e ação de proteção ao risco percecionado.

São várias as situações do dia-a-dia que podem despoletar o aumento da produção de adrenalina, tais como, o medo, o cansaço físico, o stress, o nervosismo e a ansiedade. Contudo, é de consenso que o momento mais propicio à produção elevada de adrenalina pelo organismo é a prática de desportos radicais.

Ainda que se trate de um ato realizado de forma livre e consciente, o corpo reconhece a existência de riscos e perigos reais e, por isso, ocorre a necessidade de colocar todo o sistema em alerta para agir e tomar decisões rapidamente e de acordo com os estímulos percecionados.

A luz verde ou o som do tiro que assinala a partida representam um momento de extrema concentração. Um frio na barriga, as pupilas dilatadas, os músculos tensos e a sensação de euforia asseguram o foco que garante um início de prova eficaz e inteligente. Nas corridas de carros, uma fração de segundo pode fazer toda a diferença, e são por isso um bom exemplo da importância da adrenalina na reação cognitiva e motora.

O risco é eminente, a ansiedade inquietante, o arrebatamento das emoções e sensações produzem entusiasmo e fervor, mas é a vontade de vencer que supera todas as adversidades, com veemência permite-se ser inundado por uma onda intensa de adrenalina, que se traduz em energia, segurança, confiança e determinação.

“Quando penso que cheguei ao meu limite, descubro que tenho forças para ir mais além.” Ayrton Senna

No vídeo que se segue podem ouvir, na primeira pessoa, a descrição da experiência de Mico Mineiro, um filho do Tortosendo que tudo tem feito para aproveitar as oportunidades que a Vida lhe dá!

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2 thoughts on “A VIDA AO LIMITE

  1. Bem haja, Marta, por se ter lembrado do meu filho e ter conseguido da parte dele um testemunho que eu como mãe sinto dentro do meu coração, mas que não conseguiria partilhar.
    Faz hoje precisamente 41 anos que o colocaram sobre o meu coração. Como sou de fé, dou muitas graças a Deus pelos filhos que me / nos deu.
    Beijinhos, amiguinha linda! Continue.

    1. Eu é que agradeço ao Mico o privilégio de ter cedido este testemunho para o blog. Sei que tem uma componente muito pessoal que nunca havia sido divulgada publicamente. Beijinhos 🙂

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