Todos nós já sentimos dor em algum momento da nossa vida e quando procuramos um médico para pedir ajuda ouvimos recorrentemente a pergunta:
Como classifica a sua dor de 1 a 10?
De que forma o Profissional de Saúde consegue saber qual a gravidade e intensidade da nossa dor?

Os sofrimentos humanos têm facetas múltiplas:  nunca se encontra outra dor do mesmo tom. Ésquilo


Tratando-se de um termo global e frequente no dia-a-dia, é percecionado como algo simples e de conhecimento geral. Na verdade, a dor é um fenómeno extremamente complexo, subjetivo e individual. A sua idiossincrasia permite que diferentes pessoas sintam, experienciem e resistam à dor de uma forma muito própria.

Sendo a dor caracterizada por uma experiência desagradável, mais ou menos intensa, a sua presença contínua, de forma crónica ou aguda, inevitavelmente, afeta a qualidade de vida do individuo. Atualmente, os profissionais de saúde abordam a questão da dor de forma multidimensional, porque o seu caráter ininterrupto pode promover, para além da dor física e sensitiva, uma experiência emocional negativa.

Quando o portador de dor crónica procura um médico, por vezes já acarreta um trauma emocional e um estado de ansiedade acentuado, resultante da presença diária e contínua da dor e, por vezes, do desespero de não encontrar solução para o problema. A relação de confiança entre médico-paciente é fundamental nesta fase, pois, após a definição do diagnóstico, a melhoria da qualidade de vida pode passar apenas pela diminuição da dor e não da anulação total da mesma.

A gestão de expetativas é crucial para que o doente não se sinta defraudado e possa assumir uma atitude colaborativa no tratamento do seu problema.

Para entendermos melhor vamos ouvir a explicação por parte de um especialista.

No vídeo que se segue temos o prazer e o privilégio de poder ouvir um testemunho do Prof. Dr. David Ângelo, que não só nos transmite a sua experiência e vivência pessoal, de quem lida diariamente com a dor dos seus pacientes, como nos deixa sábios conselhos.

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