Sim, a tradição ainda é o que era.

E isto é tão certo que por vezes sentimos necessidade de a antecipar.

Em pleno Novembro já pensamos no Natal, nas luzes, na magia, e como não podia deixar de ser, nas iguarias tradicionais da época.

As filhoses têm presença obrigatória na mesa natalícia. Podem ser de abóbora, de laranja, de cherovia… variantes modernas que não tiram lugar à receita tradicional.

Filhó, filhós, filhoses, filhozes…. são termos que vemos aplicados a este delicioso doce que depois de frito e polvilhado com açúcar e canela é simplesmente delicioso. São populares em todo o país, mas a sua origem está nas Beiras.

Não consegui descobrir a sua história mas percebi que já no século XVI, Gil Vicente escreveu sobre elas:

“mando-vos eu sospirar pola padeira d’Aveiro que haveis de chegar à venda e entam ali desalbardar e albardar o vendeiro senam tever que nos venda vinho a seis, cabra a três pão de calo, filhós de manteiga moça fermosa, lençóis de veludo casa juncada, noite longa chuva com pedra, telhado novo a candea morta e a gaita à porta. Apre zambro empeçarás olha tu nam te ponha eu o colos na rabadilha e verás”.
 
Escrevam a palavra como quiserem, adicionem à receita o que entenderem mas DELICIEM-SE, pois, a Tradição pode ser cumprida sempre que nos apetecer.
 
  

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