Há momentos em que a vida é só vida.
Leva-nos até ao limite… de forma silenciosa e inevitável.
Mas o limite nem sempre é um precipício e nem sempre o precipício é um lugar de queda.
Às vezes, é apenas o nome que damos ao desconhecido quando ele se aproxima demais do coração.
Ali, na borda, tudo parece mais intenso… o medo tem voz, as dúvidas ganham forma e o passado pesa mais do que o chão onde nos apoiamos. Também é ali, estranhamente, que algo novo começa a brotar.
Porque o precipício não é só vazio. É espaço.
E no espaço há possibilidades e oportunidades.
Há quem recue, com medo, preso ao que já conhece… e há quem simplesmente feche os olhos por um instante, não para desistir, mas para escutar o que ainda não foi dito dentro de si.
É nesse silêncio que nasce a coragem mais verdadeira. Não a ausência do medo, mas a decisão de não ser definido e orientado por ele.
O precipício, afinal, não é o fim da estrada. É a linha onde a vida muda de direção.
E quando finalmente se dá o passo, não o de queda, mas o de transformação, percebemos algo simples e profundo:
o que parecia abismo era, na verdade, o início de um novo voo.
 

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